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Jornal Digital
01/03/2026
Allan Kardec, o Maranhense que pode redefinir a direção da linha do tempo
O engenheiro eletricista Allan Kardec Duailibe Barros Filho, egresso do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Maranhão, PhD em Information Engineering pela Universidade de Nagoya e atualmente professor titular da própria Universidade Federal do Maranhão, publicou em 3 de dezembro de 2025 o artigo “Entropy as a Geometric Consequence of Higher Dimensions” na revista internacional Technologies, da editora suíça MDPI.
O texto completo está disponível em
https://www.mdpi.com/2227-7080/13/12/563.
O artigo apresenta uma questão que intriga cientistas há mais de um século: por que a entropia aumenta? E, como consequência, por que o tempo parece ter uma direção preferencial, do passado para o futuro?
Desde Boltzmann, a explicação dominante afirma que a irreversibilidade surge de efeitos estatísticos associados ao comportamento coletivo de muitas partículas.
O trabalho do pesquisador maranhense propõe uma abordagem diferente. Segundo o modelo desenvolvido, a entropia pode emergir da própria geometria do espaço-tempo, caso o universo possua uma dimensão espacial adicional que não percebemos diretamente.
Vivemos em um universo descrito por quatro dimensões observáveis: três espaciais e uma temporal.
A hipótese introduz uma quinta dimensão espacial, de formato circular. A dinâmica completa ocorreria nesse espaço-tempo de cinco dimensões, enquanto o que observamos seria apenas sua projeção no espaço-tempo quadridimensional. É como observar apenas a sombra de um objeto tridimensional projetada em uma parede: parte da estrutura real não aparece diretamente, mas influencia aquilo que enxergamos.
De maneira conceitual, a proposta é elegante. A trajetória de uma partícula em cinco dimensões permanece determinística e reversível.
No entanto, ao ser projetada no espaço-tempo 4D, essa trajetória pode se manifestar como uma multiplicidade de configurações observáveis. Surge então uma distribuição de probabilidades. A entropia, nesse contexto, aparece como medida dessa multiplicidade geométrica.
